Aphros-Wine

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Tuesday, 22 April 2014 15:21

Vasco Croft puts the dynamic into biodynamic, the holistic method of farming of which he has been a pioneer in Vinho Verde (and which you can read all about on his website) here.

 

Since I last visited the former furniture designer and trained architect's Vinho Verde estate in Ponte de Lima in 2010, the portfolio has undergone a facelift with a new name (Aphros not Afros) and labels.
Croft explains the name change was prompted by a request from the USA, his biggest export market, who were concerned about possible confusion with Africa or the African hairstyle. Fortunately (Croft doesn't strike me as the type to compromise) he says, "because this is the Greek way of spelling, it is in tune with the origin of the name, meaning the Mythical Foam from which Aphrodite arises." So all's well that ends well.


As for the labels which have a motif of three interlocking circles, these were developed from engravings by his cousin José Pedro Croft, an international plastics artist. It wasn't just the family connection which appealed to Croft. He explains, "I hope this image will be a refreshing wind in the world of wine labels and bring contemporary art and wine close to each other." Speaking of which, I reckon Portuguese wine labels are improving. They're more colourful and characterful, which helps wines to stand out on the shelf and gives customers an inkling of the people behind the wines. A very good thing.
But it's what's in the bottle that really counts and, at Aphros, the changes go well beyond skin deep. Croft has been steadily expanding the portfolio with an ambitious oaked Vinhão (Aphros Silenus), Aphros Rosé, Aphros "Ten" (a low alcohol, 10% abv, Loureiro), Daphne (a very exciting Loureiro which undergoes skin contact) and, most recently, AETHER (a 50:50 blend of Loureiro and, to my surprise, Sauvignon Blanc, a non-native).

 

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Thursday, 17 April 2014 12:13

At the centre of our new Quinta, we shall finally have, hopefully for next harvest, the cellar we have been dreaming of for years.
Built mainly of concrete,with a contemporary design and functionality, it shall decisively improve our working conditions. Centralized storage and labour spaces, in a temperature controlled building, will allow our wines the care and restfulness they deserve after some years of truly "gipsy life".

Saturday, 16 March 2013 14:53

O projeto começou sob o nome comercial Afros, rótulo fundamentado em Afrodite, a deusa grega do amor e da beleza, padroeira de um projeto original que entretanto cambiou para a denominação atual, Aphros. O projeto saiu do empenho pessoal de Vasco Croft, arquiteto de formação que apesar do apelido familiar não alega qualquer relação de parentesco com a casa de Vinho do Porto homónima.

 

Apesar de lisboeta, Vasco Croft cedo se habituou a visitar a quinta da família nas longas férias de verão, período durante o qual aproveitava todas as oportunidades para se aventurar na região minhota de Ponte de Lima. A quinta manteve uma atividade agrícola persistente, produzindo, à época, vinho para terceiros. Após a revolução de abril, período durante o qual a família se viu obrigada a transladar-se para a quinta, e com a alteração do tecido social da região e o despertar do setor cooperativo, a quinta passou a entregar as uvas na Adega Cooperativa de Ponte da Barca, destino que se manteve durante as décadas de 80 e 90 do século passado.

Encaixada no vale do rio Lima que se espraia a pouco mais de dois quilómetros da propriedade, a Quinta do Casal do Paço, nome formal da casa que dá corpo aos vinhos Aphros, ergue-se orgulhosa entre uma paisagem coberta por árvores centenárias, protegida por carvalhos, acácias, castanheiros, eucaliptos e pinheiros de porte avantajado. A quinta, que está na posse da família desde o século XVII, permitiu que Vasco Croft materializasse a sua paixão de criança, o vinho, associando-lhe os valores éticos e filosóficos que desde cedo nortearam a sua vida, os princípios da antroposofia, praticando uma viticultura que segue à risca os preceitos da biodinâmica segundo as suas convicções mais íntimas da comunhão entre o homem e a natureza.

 

E foi imbuído desse espírito, da vontade de fazer vinho de forma natural e de recuperar a vocação da quinta de família, que Vasco Croft tomou a decisão de começar a produzir o seu vinho, apostando na criação de uma marca, de uma filosofia, de um conceito que transformasse os vinhos da quinta em algo único. Pela sua ligação íntima à antroposofia e a todos os movimentos articulados, da educação à arte, da medicina à agricultura, o caminho pela intervenção biológica foi assumido como causa natural desde o primeiro instante. Vasco Croft assumiu o desejo de fazer algo diferente e de recuperar as duas grandes castas da sub-região de Ponte de Lima, o nas castas tintas. Aconselhado a desprezar o Vinhão não teve porém dúvidas em acolhê-lo, apesar dos gritos de alerta que o advertiram de esta ser uma casta tinta rústica, difícil e de compreensão delicada para todos os não minhotos. Convicto das suas decisões, Vasco Croft não esmoreceu, assumindo as castas locais como suas, como as que estariam mais adaptadas naturalmente ao terroir, as mais apropriadas à persecução dos seus objetivos. Em boa hora o fez, porque o Aphros Vinhão conseguiu resgatar a casta da etiqueta de rudeza e rusticidade que lhe estavam coladas de forma quase indelével, oferecendo-lhe uma face de beleza, frescura, suavidade e carácter que poucos lhe conheciam, acrescentando ainda a longevidade, uma propriedade que poucos adivinhavam nesta casta minhota. Os rendimentos são quase insignificantes, de pouco mais de quatro toneladas por hectare, exprimindo de forma fiel o terroir da quinta.

 

Ora, se nos primeiros anos ainda se sentia a juventude e incerteza de um projeto arrojado, a necessidade de apalpar terreno, de ganhar confiança, de as vinhas ganharem sapiência, sentiu-se que pela primeira vez os vinhos Aphros chegaram à fase de maturidade, atingindo o nirvana da casta Vinhão, maturando na qualidade, apresentação, consistência e consistência. Um projeto renovador para a região do Vinho Verde que mostrou que as castas mal-amadas poderão ser tão interessantes como as variedades mais sonantes e que os preconceitos podem ser questionados, levando a agricultura biodinâmica para um dos climas onde esta seria aparentemente menos aconselhável. E acima, produzindo bons vinhos que dão muito prazer beber!