Aphros-Wine

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Vinho Verde has come along way since its Peninsular War origins. This lush, green and mountainous appellation, first demarcated in 1908, makes up 18% of Portuguese output and has 101 export markets, of which Britain, Germany and Brazil are the fastest growing.

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Just released our latest sparkling Loureiro Reserva after 46 months on lees.
This is another of our wines defying the myth that vinho verde is not for aging.
On the contrary it shows that freshness enjoys to serve the mystery of time,
and combined with the unkown depths it alone brings.

A for me new Vinho Verde producer. These wines set a new benchmark for what can be made in the region. Light and transparent wines, but detailed and delicate, very nuanced. The Coche-Dury of Vinho Verde?

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Vasco Croft puts the dynamic into biodynamic, the holistic method of farming of which he has been a pioneer in Vinho Verde (and which you can read all about on his website) here.

 

Since I last visited the former furniture designer and trained architect's Vinho Verde estate in Ponte de Lima in 2010, the portfolio has undergone a facelift with a new name (Aphros not Afros) and labels.
Croft explains the name change was prompted by a request from the USA, his biggest export market, who were concerned about possible confusion with Africa or the African hairstyle. Fortunately (Croft doesn't strike me as the type to compromise) he says, "because this is the Greek way of spelling, it is in tune with the origin of the name, meaning the Mythical Foam from which Aphrodite arises." So all's well that ends well.


As for the labels which have a motif of three interlocking circles, these were developed from engravings by his cousin José Pedro Croft, an international plastics artist. It wasn't just the family connection which appealed to Croft. He explains, "I hope this image will be a refreshing wind in the world of wine labels and bring contemporary art and wine close to each other." Speaking of which, I reckon Portuguese wine labels are improving. They're more colourful and characterful, which helps wines to stand out on the shelf and gives customers an inkling of the people behind the wines. A very good thing.
But it's what's in the bottle that really counts and, at Aphros, the changes go well beyond skin deep. Croft has been steadily expanding the portfolio with an ambitious oaked Vinhão (Aphros Silenus), Aphros Rosé, Aphros "Ten" (a low alcohol, 10% abv, Loureiro), Daphne (a very exciting Loureiro which undergoes skin contact) and, most recently, AETHER (a 50:50 blend of Loureiro and, to my surprise, Sauvignon Blanc, a non-native).

 

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At the centre of our new Quinta, we shall finally have, hopefully for next harvest, the cellar we have been dreaming of for years.
Built mainly of concrete,with a contemporary design and functionality, it shall decisively improve our working conditions. Centralized storage and labour spaces, in a temperature controlled building, will allow our wines the care and restfulness they deserve after some years of truly "gipsy life".

I reckon Vasco Croft won’t mind if I describe his label Aphros as the artisanal wine formerly known as Afros.  He may not be a Prince fan, but he is a man who enjoys his music (and whose wine was particularly intrigued opera star and wine lover Bryn Terfel – click here to find out more and for a report of my visit to the estate).

While the name change was apparently at the request of his biggest export market (the USA found the label confusing given the hairstyle), Croft told me he was happy with the change because the new spelling reflects the name’s origins – Aphros was the ocean foam from which Aphrodite was born.  A new label with a motif of interlocking circles rings the changes and was designed by Croft’s cousin José Pedro Croft....

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Na sociedade portuguesa cada vez mais se debate a importância de premiar quem merece, de distinguir quem sobressai, por mérito próprio, entre iguais. Pois bem, mais uma vez a WINE - A Essência do Vinho realça os “Melhores do Ano”, num exercício de justo reconhecimento daqueles que se distinguiram numa época particularmente desafiante.Senhoras e senhores leitores, seguem-se os premiados no vinho e na gastronomia de Portugal em 2012.

O projeto começou sob o nome comercial Afros, rótulo fundamentado em Afrodite, a deusa grega do amor e da beleza, padroeira de um projeto original que entretanto cambiou para a denominação atual, Aphros. O projeto saiu do empenho pessoal de Vasco Croft, arquiteto de formação que apesar do apelido familiar não alega qualquer relação de parentesco com a casa de Vinho do Porto homónima.

 

Apesar de lisboeta, Vasco Croft cedo se habituou a visitar a quinta da família nas longas férias de verão, período durante o qual aproveitava todas as oportunidades para se aventurar na região minhota de Ponte de Lima. A quinta manteve uma atividade agrícola persistente, produzindo, à época, vinho para terceiros. Após a revolução de abril, período durante o qual a família se viu obrigada a transladar-se para a quinta, e com a alteração do tecido social da região e o despertar do setor cooperativo, a quinta passou a entregar as uvas na Adega Cooperativa de Ponte da Barca, destino que se manteve durante as décadas de 80 e 90 do século passado.

Encaixada no vale do rio Lima que se espraia a pouco mais de dois quilómetros da propriedade, a Quinta do Casal do Paço, nome formal da casa que dá corpo aos vinhos Aphros, ergue-se orgulhosa entre uma paisagem coberta por árvores centenárias, protegida por carvalhos, acácias, castanheiros, eucaliptos e pinheiros de porte avantajado. A quinta, que está na posse da família desde o século XVII, permitiu que Vasco Croft materializasse a sua paixão de criança, o vinho, associando-lhe os valores éticos e filosóficos que desde cedo nortearam a sua vida, os princípios da antroposofia, praticando uma viticultura que segue à risca os preceitos da biodinâmica segundo as suas convicções mais íntimas da comunhão entre o homem e a natureza.

 

E foi imbuído desse espírito, da vontade de fazer vinho de forma natural e de recuperar a vocação da quinta de família, que Vasco Croft tomou a decisão de começar a produzir o seu vinho, apostando na criação de uma marca, de uma filosofia, de um conceito que transformasse os vinhos da quinta em algo único. Pela sua ligação íntima à antroposofia e a todos os movimentos articulados, da educação à arte, da medicina à agricultura, o caminho pela intervenção biológica foi assumido como causa natural desde o primeiro instante. Vasco Croft assumiu o desejo de fazer algo diferente e de recuperar as duas grandes castas da sub-região de Ponte de Lima, o nas castas tintas. Aconselhado a desprezar o Vinhão não teve porém dúvidas em acolhê-lo, apesar dos gritos de alerta que o advertiram de esta ser uma casta tinta rústica, difícil e de compreensão delicada para todos os não minhotos. Convicto das suas decisões, Vasco Croft não esmoreceu, assumindo as castas locais como suas, como as que estariam mais adaptadas naturalmente ao terroir, as mais apropriadas à persecução dos seus objetivos. Em boa hora o fez, porque o Aphros Vinhão conseguiu resgatar a casta da etiqueta de rudeza e rusticidade que lhe estavam coladas de forma quase indelével, oferecendo-lhe uma face de beleza, frescura, suavidade e carácter que poucos lhe conheciam, acrescentando ainda a longevidade, uma propriedade que poucos adivinhavam nesta casta minhota. Os rendimentos são quase insignificantes, de pouco mais de quatro toneladas por hectare, exprimindo de forma fiel o terroir da quinta.

 

Ora, se nos primeiros anos ainda se sentia a juventude e incerteza de um projeto arrojado, a necessidade de apalpar terreno, de ganhar confiança, de as vinhas ganharem sapiência, sentiu-se que pela primeira vez os vinhos Aphros chegaram à fase de maturidade, atingindo o nirvana da casta Vinhão, maturando na qualidade, apresentação, consistência e consistência. Um projeto renovador para a região do Vinho Verde que mostrou que as castas mal-amadas poderão ser tão interessantes como as variedades mais sonantes e que os preconceitos podem ser questionados, levando a agricultura biodinâmica para um dos climas onde esta seria aparentemente menos aconselhável. E acima, produzindo bons vinhos que dão muito prazer beber!

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